Método DeRose Braga

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terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Pré-Yôga


Pré-Yôga é um desdobramento do SwáSthya heterodoxo que, todavia, conquistou identidade própria. Não deve ser confundido com o Yôga em si.


Pré-Yôga é o estágio preliminar, obrigatório antes de o interessado ter acesso ao Yôga propriamente dito. Deve permanecer no Pré-Yôga o mínimo possível de tempo, a menos que o seu objectivo seja unicamente o de dedicar-se a uma técnica biológica e não queira de maneira nenhuma praticar Yôga. Nesse caso, vai trabalhar exclusivamente o organismo, com efeitos imediatos, intensos e de larga duração. Tem uma proposta descomplicada, sem filosofia, sem compromissos, sem sânscrito.


Algumas vezes, somos procurados por interessados em praticar a nossa técnica e, por uma questão de honestidade, reconhecendo que seus objectivos não serão alcançados com Pré-Yôga, orientamo-los para que experimente natação, musculação, dança, artes marciais, etc. Tudo é válido, dependendo do que a pessoa precisa ou deseja. Da mesma forma, é comum que alguém venha às nossas escolas ou associações filiadas procurando Yôga e esclarecemos que Pré-Yôga satisfará melhor suas expectativas. Ou vice-versa.
Embora pertença à estrutura global do SwáSthya como um Pré-Yôga, ele sozinho não é Yôga. Pré-Yôga não é Yôga uma vez que não se enquadra na definição técnica do Yôga. Lembra-se dela? Yôga é qualquer metodologia estritamente prática que conduza ao samádhi. Ora, se Pré-Yôga não se propõe a conduzir ao samádhi, como de facto não conduz, então, tecnicamente não é Yôga.


O QUE CARACTERIZA E DISTINGUE UM PRÁTICA DE PRÉ-YÔGA


Em relação ao Yôga, as diferenças são inúmeras. Aí vão algumas características de Pré-Yôga:



  1. Pré-Yôga permite a adaptação, bem como a criação de novas técnicas;
  2. por isso mesmo, as técnicas não têm nomes;
  3. evidentemente não se utiliza o sânscrito para coisa alguma;
  4. pratica-se sempre de olhos abertos;
  5. cultivam-se muito mais coreografias e encadeamentos ou passagens de uma técnica para a outra;
  6. não se utilizam, nas coreografias, gestos típicos do Yôga;
  7. a aula não é recitada em monólogo e sim em diálogo, incentivando-se o tempo todo o feed-back do aluno;
  8. a alegria é explorada ao máximo;
  9. a sala é bem iluminada e não precisa estar em silêncio; isso permite que pessoas se movimentem, até mesmo entrem e saiam, ou dirijam-se ao instrutor, sem perturbar a aula;
  10. não há filosofia, compromissos nem ideologias de espécie alguma;

O instrutor deve estimular seus praticantes para progredir e galgar o Yôga, fazendo-os conscientizar-se de que, se estão de tal forma satisfeitos com o Pré-Yôga, hão de gostar muito mais do Yôga em si (SwáSthya), que é infinitamente mais completo. E, ao final do primeiro mês de práticas de Pré-Yôga, o ministrante deve proporcionar-lhes uma sessão de SwáSthya ortodoxo para que percebam bem as diferenças entre um método e outro. Se gostaram do Yôga, deverão ler a bibliografia recomendada e disponível na época, fazer um teste de assimilação e, só então, ser admitidos no Yôga.

Tratado de Yôga - DeRose


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